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| Notícias |
03/07/2008
Silicose em marmorarias gera debates |
A Secretaria de Inspeção do Trabalho proibiu o processo de corte e acabamento a seco de rochas ornamentais, de acordo com a Portaria nº 43, publicada em março. Agora, as máquinas e ferramentas utilizadas nesse processo devem ser dotadas de um sistema de umidificação capaz de minimizar, ou mesmo eliminar, a geração de poeira de sílica durante o seu funcionamento. Com o tema em pauta, a Fundacentro realizou, nos dias 1° e 2 de julho de 2008, o Seminário Nacional Prevenção e Controle da Exposição aos Agentes Ambientais em Marmorarias: da pesquisa à prática.
Desenvolvido com a finalidade de apresentar os resultados das pesquisas desenvolvidas pela Fundacentro e por instituições parceiras, o seminário divulgou as ações e recomendações para a redução dos riscos de doenças ocupacionais e de acidentes do trabalho em marmorarias. Esses estudos mostram que a exposição de trabalhadores de marmorarias à sílica cristalina está associada ao desenvolvimento de doenças nas vias aéreas, como a silicose e o câncer.
Essas pesquisas abrangem ainda a exposição ao ruído e à vibração de mãos e braços, apresentando medidas para a redução da exposição ocupacional, como a umidificação das operações. O processo de corte e acabamento a seco de rochas ornamentais foi proibido pela Portaria nº 43 do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada em 11 de março de 2008. O anexo nº 12 da Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15) estabelece os limites de tolerância para poeiras contendo sílica cristalina.
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